terça-feira, 23 de abril de 2013

Profissão jornalista, função repórter

Aqui, o declínio com um viés contraditório. Ao apontar a profissão de "repórter" de jornal impresso (newspaper) como a pior entre 200 delas, o CareerCast.com expõe uma tendência formada pelo cenário atual dos jornais em papel e ao mesmo tempo um desvirtuamento. Repórter, no Brasil, não é profissão, mas sim uma das funções exercidas por jornalistas. Pode ser uma atividade desenvolvida por qualquer pessoa em situações diversas das praticadas no jornalismo. O foco do texto reafirma o lento desmoronamento da atividade convencional do repórter dos jornais impressos. 

Ocorre que as tecnologias digitais e em rede favorecem a reformulação da atividade ou da função. Qualquer blogueiro pode ser um repórter, de qualidade ou não, com habilidades ou não. Isso não significa que o tal blogueiro seja jornalista. A rigor, repórter é todo sujeito que carrega e difunde uma informação, uma notícia, que pode ou não ter um bom tratamento estilístico ou de precisão. Mas, jornalista - apesar de desempenhar o papel de repórter - exerce várias funções na produção, edição e difusão de informações. E essa atividade exige conhecimentos sobre a reportagem e sobre todos os aspectos que a qualificam para ser destinada à publicação. Desse modo, amplia-se o valor do produtor de informação e do editor, ambos submetidos às exigências de domínio das tecnologias digitais, audiovisuais e gráficas para frequentar esse mundo novo.


Uma curiosidade: repórter é palavra cuja etimologia é a conjunção latina de res (coisa, objeto) e o verbo portare (carregar, portar). Daí, é aquele que porta a informação. Ora, de fato, jornalista não é o único sujeito que porta e transmite informações.

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