O discurso dos financistas e economicistas (coloco nessa ordem) do governo (?) Temer é de uma razão anti-social. A aritmética do mais ou menos, da soma e da subtração, não passa de uma expressão reducionista sobre o buraco que é mais em baixo. Economia é uma ciência humana. Assim é categorizada pelo universo pensante. Portanto, é imprecisa. O raciocínio aritmético é apenas um meio e não um fim em si mesmo na disciplina Economia. Se for diferente, estabelecemos a razão arbitrária sobre a complexidade humana. Einstein dizia que era mais fácil quebrar o átomo (razão científica) do que o preconceito (problema moral).
A equipe econômica do Temer está mais para a razão abstrata do que o mundo real da fome e dos escorchantes tributos. Seus integrantes são a elite do pensamento (?) econômico que desconhece o que é ficar na fila de um pronto socorro para ser (des) atendido pelo SUS (que dispõe de áreas exemplares, mas poucas). Buscar um equilíbrio entre a razão abstrata e a demanda social, sofrida, é uma equação para poucos.
No Brasil, os modelos econômicos liberais (ou neo-liberais) são mais evidentes e difundidos do que os modelos sociais, desenvolvimentistas, alvos da exasperação capitalista, concentradora de renda e riqueza. O governo Temer não dialoga com a classe média e média baixa, predominante no universo social e político. Dialoga com a casta empresarial, financista. É ela quem vai definir os novos rumos do governo, pois sua sobreviência depende de um Estado permissivo, como foi conduzido por Lula nos dois mandatos. Apesar de ganhos desenvolvimentista nos últimos anos, com os programas sociais e alguma coisa mais, a soma é insuficiente para projetar uma sociedade mais igualitária e justa.
A estrutura social é desigual, injusta e discriminatória. Romper com esse cenário é desafio para poucos que se importam com o sentimento humanitário.O pouco feito do governo petista é obscurecido pela pragmática coalizão fisiológica que configurou um governo refém da crise. Vale dizer: o PT é eficiente e necessário como oposição. Como governo, bateu no cravo e na ferradura. O resultado foi uma mula manca.
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