sexta-feira, 22 de abril de 2016

O que é preciso?

O que é preciso?
O que não é preciso?
Chuvas de sol?
Sol incandescente e tormentoso?
Chuva e sol, sem nenhum espanhol, mas como muitos sírios.
Ainda sofro de política, num conflito devastador.
Lá, a guerra,
Aqui, a serra cega a cortar o que não pode ser cortado.
Lá, o Bashar a serrar patrícios.
Aqui, o cinismo dos idiotas
Que lavram a terra que não possuem.
Lá, as bombas que estilhaçam rostos, barrigas, pernas, corações e esperanças.
Aqui, os votos familiares que santificam irmãos, primos, pais, tios.
Menos as sogras.
Lá, distante.
Aqui, perto demais.
Vimos e ouvimos o amor à família;
A fé em Deus;
Tudo falso, cínico.
Tudo aos seus;
Tudo aos meus;
Tudo; pois, sem não é tudo;
E não se deve temer a cunha corrupta
Que renova a ilusão do voto.
Um voto sem peso, sem volume, sem metragem;
Um voto escarnecido, sombrio;
Um voto sem sol.


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