Livro organizado pelos professores Carlos Gilberto Roldão, Fabiano Ormaneze e Ivete do Carmo-Roldão, da Faculdade de Jornalismo da Puc-Campinas, aborda, em capítulos, fragmentos da história da imprensa em Campinas.
Lançada em 1º de março deste ano, a obra reúne 12 capítulos assinados por diversos professores, jornalistas e pesquisadores. Conta com o prefácio assinado pelo jornalista Zaiman de Brito Franco e o posfácio do professor e pesquisador José Marques de Melo.
Impressa e distribuída pela Editora Setembro, a obra relata momentos relevantes dos principais jornais diários em Campinas. E destaca um dos primeiros diários editados e impressos por jornalistas negros numa cidade de cruel tradição escravocrata, mas berço da República.
Os autores navegam também pelo tradicional Diário do Povo e o concorrente direto, o Correio Popular, cujas redações formaram novas gerações de jornalistas que foram decisivos na modernização da imprensa local.
A breve experiência do Jornal de Hoje, que reuniu profissionais da estirpe de José Hamilton Ribeiro, de João Batista Olivi, Nelson Homem de Mello, Moacir Longo, Caio Blinder, entre outros, cuja trajetória brevíssima resultou numa morte melancólica.
As sucursais de O Estado de São Paulo e Gazeta Mercantil, além do caderno Sudeste, numa experiência de regionalização da Folha de São Paulo, são temas de outros capítulos que ajudam a compor o ambiente campineiro de competição por furos e originalidade.
Além das grandes marcas, também o Jornal de Domingo, que sobreviveu entre 1972 a 1993, enraizou em Campinas a publicação de distribuição gratuíta, semana, comum conteúdo voltado ao lazer, entretenimento, moda etc. Assim, fazia um contraponto aos jornais tradicionais e suas pautas sobre cidades, política, economica, esportes.
Os novatos Notícia Já, de circulação paga, Metro e Destak, de circulação gratuítas, encaixados no modelo de jornalismo popular, são protagonistas de dois capítulos, os quais expõem uma importante tendência do jornalismo contemporâneo.
E, como desfecho, um capítulo dedicado à participação da mulher no jornalismo campineiro, que, do predomínio de homens até meados da década de 1980, foi superado pela presença maciça das mulheres na reportagem, edição e cargos de chefia.

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